dsc 259219/06/2012 - Servidores dos Ministérios da Saúde, do Desenvolvimento Agrário (MDA), do Trabalho e Emprego (MTE), da Previdência Social (MPS), Funasa, Incra e Arquivo Nacional estão em greve. Também no Ministério da Justiça, professores das universidades federais, servidores de apoio e funcionários das escolas e institutos técnicos federais estão de braços cruzados.
 
Na segunda-feira (18), trabalhadores do Ministério da Saúde (MS) em Brasília realizaram mobilização histórica: ocuparam a entrada do edifício-sede e do anexo do Ministério e fecharam as portas dos prédios orientando os servidores sobre a greve. Além da capital federal, trabalhadores do Ministério da Saúde no Ceará aderiram à greve. Mais de 80% dos servidores dos Núcleos do MS no Estado estão mobilizados.
 
A Federação Nacional dos Sindicatos de Trabalhadores em Saúde, Trabalho e Previdência Social (Fenasps) orienta dezenas de seus sindicatos estaduais para que realizem manifestações e assembleias, mobilizando os trabalhadores para a greve do setor, programada para começar nacionalmente a partir de quarta-feira (20).
 
Ao longo desta semana, servidores de outros órgãos devem se reunir para aderir ao movimento, que tem como motivão principal a campanha salarial deste ano, onde os reajustes salariais ainda este ano são uma das reivindicações. 
 
O movimento grevista deve chegar ao auge por volta do dia 26, com a paralisação de 90% dos trabalhadores.
 
DESGASTE
 
As grandes mobilizações são reflexo de "desgaste" na negociação com o governo. Após 120 dias de reuniões e tentativas de entendimntos, não houve nenhum avanço. No início de junho, a greve foi aprovada por mais de 300 representantes sindicais de 20 estados, durante assembleia realizada em Brasília.
 
 
REAJUSTE, CONCURSOS, DATA-BASE...
 
Além de reajuste salarial, os servidores públicos federais de diversos setores cobram a reestruturação das carreiras antes da realização de novos concursos públicos e protestam contra a Medida Provisória 568, de 2012, em tramitação no Congresso Nacional, que propõe mudança no cálculo dos adicionais de insalubridade e de periculosidade, além de alterar a carga horária de médicos e outras categorias que possuem jornada estabelecida em lei. A categoria reclama ainda a falta de definição de uma data-base.
 
Com informações da Fenasps e Coluna "Ponto do Servidor", Jornal de Brasília

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