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Na primeira semana de maio de 2019, o governo de Jair Bolsonaro anunciou mais um duro ataque à educação pública, com o corte de quase R$ 6 bilhões em sua verba, atingindo desde a educação básica ao ensino superior.

 

Deste corte, aproximadamente 40% foi do ensino básico, 35% dos Institutos Federais (IFs) – antigos centros de educação tecnológica – 25% das Universidades Federais. Tal medida contradiz totalmente o discurso do governo de tirar do ensino superior para priorizar o ensino básico. Assim, os já reduzidos recursos destinados ao ensino foram ainda mais rebaixados.

 

Esses cortes representam a destruição da educação pública, com agravamento dos problemas já enfrentados, como os gerados com a promulgação da Emenda Constitucional (EC) n° 95, que congela por 20 anos os gastos com educação e saúde, resultando em maior sucateamento das atividades de ensino, pesquisa e extensão, fechamento de escolas.

 

Isso soma-se ainda à reforma do Ensino Médio, que serve para sucatear e privatizar o ensino; ao projeto Escola sem partido e à crescente militarização da educação pública, para calar os que se levantarem pelas reivindicações, além de severo ataque à gestão democrática e a terceirização dos trabalhadores que atinge diversos setores do serviço público.

 

Neste cenário nefasto, que conta ainda com a reforma da Previdência no horizonte dos trabalhadores e trabalhadoras brasileiros/as – forçando-os a trabalharem até morrer – as entidades sindicais da área da educação aprovaram grandes mobilizações a serem realizadas neste 15 de maio, dia da Greve Geral em defesa da Educação e contra a reforma da Previdência!

 

Com isso em vista, a Fenasps convoca a todos seus sindicatos filiados a organizarem os comitês de luta nos locais de trabalho, estudo e nos bairros, unindo-se aos/às trabalhadores/as da educação e se preparando para a GREVE GERAL a ser realizada em 14 de junho, convocada pelas centrais sindicais.

 

Se querem acabar com a educação e Previdência públicas, vamos construir a Greve para derrotar o projeto ultraliberal!

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