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A FENASPS através da incessante luta com os/as servidores/as públicos federais no decorrer de décadas obtiveram várias conquistas, dentre elas: a realização de concursos públicos e correções nas tabelas salariais. Contudo, vivemos recentemente diversos retrocessos nos direitos dos/as trabalhadores/as com medidas como: a Reforma Trabalhista; o congelamento dos salários e a realização de concursos por 20 anos, com a Emenda Constitucional (EC) n° 95 e a terceirização nos serviços públicos.

 

No dia 28 de outubro, temos a grande responsabilidade de decidir o futuro do nosso país, ironicamente, percebemos que há uma coincidência histórica, já que 30 anos depois (considerando as eleições de 1989) estamos diante de dois projetos distintos para o país, e quis o destino que a decisão sobre o nosso futuro fosse no Dia do Servidor Público. Se temos muito pouco a comemorar, temos muito que refletir e pensar, pois o voto de cada um decidirá para onde o país caminhará.

 

Após mais de três décadas realizando greves, esta categoria faz história de luta e resistência sem precedentes no país, construindo suas organizações para se consolidar enquanto classe trabalhadora. Lutando contra o sombrio regime das trevas, o militar, pela redemocratização do país, enfrentando e derrotando o farsante Collor de Melo, que demitiu e colocou em disponibilidade 300 mil servidores/as, extinguindo mais de 90 empresas públicas, ficamos com salários extremamente defasados. No entanto, esses/as trabalhadores/as mantiveram-se firmes nas décadas do governo Tucano, nas quais obtiveram vitórias, como impedir a privatização da Previdência e do INSS, mas também algumas derrotas, como as privatizações das Estatais, porém sobrevivemos firmes, sem jamais fugir à luta.

 

Agora, novamente nuvens sombrias despontam no horizonte e todos os/as trabalhadores/as são convocados para decidirem sobre seu futuro. A nossa história de lutas comprova que nunca retrocedemos: sempre fomos em frente, sempre que lutamos nos tornamos mais fortes.

 

Segundo turno: nosso voto tem consequências!

Neste segundo turno da eleição presidencial, estamos diante de um grande desafio: escolher o novo presidente, entre um candidato democrata e outro que defende o fascismo. Com a escolha do primeiro certamente nos manteremos na luta, já o segundo representa a possibilidade do fim da democracia e a propagação do machismo, o racismo, a homofobia, e cujo vice já afirmou que acabará com o 13º salário, adicional de 1/3 de férias, e, para completar, culpou os servidores públicos pelo déficit na Previdência, afirmando que “vai acabar com os marajás”: é um novo Collor de Mello, só que piorado. Neste 28 de outubro, cabe a cada um de nós trabalhadores/as refletir que futuro escolheremos para nosso país para os próximos 4 (quatro) anos.

 

A democracia é o único regime que o cidadão escolhe o que pretende para si. Este é o sistema que defendemos: somos contra qualquer regime autoritário. O nosso voto tem consequências, às vezes trágicas, como quando Collor colocou em prática seu macabro plano de Estado Mínimo.

 

Servidores/as, comparem os projetos apresentados pelos candidatos, vejam quem se preocupa com o bem-estar dos/as brasileiros/as com a permanência e ampliação dos direitos de nós trabalhadores/as. Analisem quais deputados e partidos votaram para salvar Temer da cassação e ajudaram a implantar o trabalho intermitente, a materialização dos ataques nos quais o/a trabalhador/a não tem direito nenhum. É este o futuro que queremos aos trabalhadores/as brasileiros/as!?

 

Conclamamos a classe trabalhadora para uma luta unida contra os interesses das grandes elites econômicas e midiáticas, contra o fascismo e em defesa da democracia e justiça social para os/as brasileiros/as.

 

FENASPS e sindicatos filiados

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