segunda-feira, 22/08/11

Governo promete, mas não apresenta proposta concreta para reajuste do funcionalismo

 
proposta.jpgFalta de proposta irrita servidores


O governo prometeu, mas não cumpriu. Os representantes dos servidores públicos federais saíram ontem de mãos abanando do Ministério do Planejamento.

 

O secretário de Recursos Humanos, Duvanier Ferreira, havia prometido entregar aos sindicalistas a proposta de reajuste da carreiras do Plano Geral de Cargos do Poder Executivo (PGPE), Previdência, Saúde e Trabalho(CPST) e carreiras correlatas, espalhadas pelos diversos ministérios. As reuniões com diversas categorias foram até o fim da noite, mas nada foi apresentado.

Ferreira já havia adiantado que seriam contemplados os três níveis (superior, intermediário e auxiliar), além dos aposentados e pensionistas. Mas avisou que o Planejamento estava trabalhando “no seu limite”. Os servidores dessas carreiras — 420 mil, entre ativos e inativos — querem a extensão da tabela prevista na Lei nº 12.277/10, que beneficiou cinco cargos de nível superior — engenheiros, arquitetos, biólogos, economistas e estatísticos — com aumentos de 78%.

A legislação estendeu aos cinco cargos parte dos generosos aumentos que o governo Lula concedeu entre 2008 e 2010 às carreiras típicas de estado, com percentuais que chegaram a ultrapassar 100%, caso dos servidores das agências reguladoras, gestores e advogados da União. Mas agravou as distorções salariais entre os demais servidores de mesmo nível, que estão na ponta do atendimento à população. “Todos que atendem diretamente ao público estão com os salários defasados”, afirmou um representante dos servidores.

A previsão inicial era de que a proposta do Planejamento fosse entregue ao meio-dia de ontem. Mas Ferreira passou o dia reunido com diversas categorias e não cumpriu o acordo. A proposta não foi colocada sobre a mesa de negociação com os representantes sindicais. “Sem proposta concreta, os funcionários não têm como determinar os rumos da negociação”, afirmou Costa, no início da tarde. O secretário de Recursos Humanos do Planejamento tem reforçado, em todas as conversas com representantes do funcionalismo, que o governo está sem recursos para conceder o reajuste pleiteado. O temor dos servidores é de que as negociações sejam levadas em banho-maria até 31 de agosto, quando o projeto do Orçamento de 2012, que inclui as despesas com pessoal, será enviado ao Congresso.

*Fonte: Jorge Freitas – Correio Braziliense
Brasília-DF, 19 de agosto de 2011

Mais um dia de enrolação

Mede-se o caráter pela sua postura, comportamento, atitudes, idéias, ações, etc. Como definir o caráter do RH do Planejamento que mais uma vez enrolou o conjunto dos servidores ao não apresentar proposta alguma para reajustes? Dilma aposta na força do judiciário para brecar e punir possíveis greves do funcionalismo.

Ao mesmo tempo em que enrola os servidores, Dilma se apressa em dizer que vai liberar as emendas represadas aos parlamentares e manda a ministra “fraquinha” negociar o que puder para acalmar a ira dos abatidos pela descoberta das maracutaias nos ministérios. Impedidos de continuar a roubalheira, muitos ameaçam abandonar a base aliada naquele estilo “não brinco mais”.

Desde a briga com Lula em 2033, foram necessários 8 anos para que o funcionalismo tivesse outra vez uma mobilização intensa. Vamos ver no que vai dar essa queda de braço entre o governo que, por birra não cede, e os servidores, que amargam defasagem salarial, pelo menos a inflação e direto à data base, como qualquer trabalhador. Ainda restam alguns dias para que os servidores consigam alguma coisa. Quem sabe, até lá, o governo resolva atender, em parte, algumas reivindicações.

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