quarta-feira, 12/11/14

Comissão aprova relatório sobre direito de greve do servidor público

 

direitogreveCongresso Nacional

 
A comissão mista de Consolidação das Leis e Regulamentação da Constituição aprovou, na terça-feira (11), relatório do senador Romero Jucá (PMDB-RR) sobre a regulamentação do direito de greve do servidor público. Com a aprovação, o texto se torna um projeto de lei, a ser submetido em votações pelos plenários da Câmara e do Senado.
 
– Esse não é o texto final, é um texto inicial de uma discussão. As emendas do Senado e da Câmara virão a esta comissão. Estamos iniciando um procedimento aberto, de diálogo, de entendimento – disse Jucá.
 
As discussões para a regulamentação da greve dos servidores partiram de projeto apresentado pelo senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) em 2011 (PLS 710/2011). O texto  aprovado pela comissão reconhece o direito de greve dos servidores públicos, que devem ser livres para decidir quando exercê-lo.
 
O relator incluiu regra para que a participação na greve não seja critério de avaliação de desempenho, avaliação de índices de produtividade ou justificativa de incapacidade para desempenho da função pública.
 
ESSENCIAIS – Também foi acolhida pelo relator sugestão dos sindicalistas de reduzir de 80% para 60% o percentual mínimo de funcionamento dos serviços essenciais durante as paralisações. Entre esses serviços estão as emergências de hospitais, abastecimento de água e energia, coleta de lixo, defesa civil e controle de tráfego aéreo, os relacionados à educação infantil e ao ensino fundamental, a segurança pública entre outros. 
Os serviços não essenciais terão de manter 40% do funcionamento preservado.
 
Na redação que apresentou, Jucá diminuiu o intervalo mínimo entre o comunicado de greve e a sua deflagração de 15 para dez dias. O senador também incluiu no texto a proibição da greve nos 60 dias que antecedem as eleições.
 
– Exatamente para evitar, por exemplo, greve no serviço de transporte urbano que pode dificultar as pessoas de votar, ou no serviço de abastecimento de energia elétrica, que pode impedir o funcionamento de urnas eletrônicas.
 
O senador ainda incluiu parágrafo para suspender o porte de arma dos servidores públicos que aderirem à greve nos serviços e atividades essenciais, durante os atos e manifestações.
 
REGULAMENTAÇÃO – Apesar de previsto na Constituição, o direito de greve do funcionalismo público nunca foi regulamentado. Entre os pontos mais polêmicos da discussão está o quantitativo mínimo de servidores que deverão atuar durante a paralisação.
 
Também continua a gerar polêmica a definição de quais são os serviços essenciais; a antecedência do aviso para a deflagração da greve; e a substituição de grevistas após decisão judicial. Alguns desses pontos, na avaliação de representantes da categoria, invalidam o direito dos servidores públicos na prática.
 
Fonte: Agência Senado
 

 

Últimas notícias

ver mais
sexta-feira, 20/03/26 FENASPS MANTÉM A LUTA CONTRA REAJUSTE ABUSIVO DA GEAP A FENASPS mantém a luta para obrigar a diretoria da GEAP a cumprir decisão ...
sexta-feira, 20/03/26 FORTALECER OS SERVIÇOS PÚBLICOS É CHAVE PARA A CONSTRUÇÃO DE UM BRASIL SEM FEMINICÍDIOS O Brasil tem uma das legislações mais avançadas do mundo em relação à violência ...
quarta-feira, 18/03/26 ATIVIDADES NO CONGRESSO DENUNCIANDO REAJUSTE ABUSIVO DA GEAP Os integrantes do plantão FENASPS realizam atividades no Congresso Nacional fazendo trabalho junto aos ...


Convênios

ver mais

Léia Gerken Buffet e Pâtisserie Buffet e Decoração de Festa Horto . Belo Horizonte (31) 3072-2040 / (31) 9 9947-8695
Mais detalhes

Centro Universitário Unihorizontes Graduação / Pós-Graduação Santo Agostinho - CEP 30.180-121 . Belo Horizonte (31) 3349-2900 / 0800 283 700 www.novo.unihorizontes.br
Mais detalhes

Sweet Garden Decorações Buffet e Decoração de Festa Horto . Belo Horizonte (31) 99307-4157 / 3411-5102
Mais detalhes
Top