sexta-feira, 14/05/10

Projeto de emenda constitucional para fim da contribuição dos aposentados

fim.jpgPEC 555: entidades defendem fim da contribuição de servidores aposentados


Representantes de sindicatos, associações e movimentos de servidores públicos pediram, nesta quarta-feira (12), a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição 555/06, do ex-deputado Carlos Mota (PSB/MG), que extingue a cobrança de contribuição previdenciária sobre proventos de aposentados e pensionistas do serviço público.

Eles foram unânimes em afirmar, em audiência da comissão especial criada para analisar a PEC, que a taxação foi injusta e que é preciso corrigir o "erro" da reforma da Previdência.

Instituído no fim de 2003, por meio da Emenda Constitucional 41, o desconto de 11% incide sobre a parcela da aposentadoria ou pensão que ultrapassa o teto previdenciário de R$ 3.416.

No plenário lotado de servidores aposentados, o secretário geral da Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef), José Milton Costa, afirmou que a aprovação da PEC corrigirá pontos da reforma da Previdência "que trouxeram erros incalculáveis". Na avaliação dele, o desconto é abusivo.

Para o presidente do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil (Sindifisco Nacional), Pedro Delarue Tolentino Filho, a emenda 41 quebrou o "pacto" de que os servidores contribuiriam na atividade, mas deixariam de contribuir após a aposentadoria.

Presidente do Movimento dos Servidores Públicos   Aposentados e Pensionistas (Mosap), Edison Guilherme Haubert garantiu ter ouvido de vários parlamentares que o Congresso errou ao instituir a cobrança para servidores públicos aposentados. Ele afirmou que a taxação foi incluída na reforma da Previdência por pressão dos governadores. "Agora é hora de corrigir esse erro", disse.

Sugestões

Haubert sugeriu que a proposta seja alterada para garantir o fim da taxação também para os servidores que se aposentaram depois de 2003. "Nós queremos que sejam aprovadas as emendas porque, do jeito que está a PEC, ela só beneficiaria quem estava aposentado na época [da reforma]", ressaltou.

Já o coordenador-geral da Federação Nacional dos Trabalhadores do Judiciário Federal e Ministério Público da União, Roberto Policarpo Fagundes, defendeu que a PEC tenha efeitos retroativos e que os servidores recebam de volta o que pagaram.

Após o debate, o presidente da comissão especial, deputado Marçal Filho (PMDB/MS), afirmou que na próxima quarta-feira (19) os parlamentares deverão se reunir com o ministro da Previdência Social, Carlos Eduardo Gabas, para coletar mais dados que subsidiem o parecer.

O relator, deputado Luiz Alberto (PT/BA), afirmou que, embora a taxação de servidores inativos tenha sido aprovada pela maioria dos parlamentares, hoje a Câmara considera a possibilidade de rever a decisão, pois a conjuntura atual seria diferente.

Segundo ele, as posições defendidas pelos sindicatos serão consideradas em seu relatório.

Fonte: Agência Câmara

Últimas notícias

ver mais
terça-feira, 10/02/26 MINISTRA DO STF VOTA CONTRA ISONOMIA DA GDASS PARA OS APOSENTADOS A Ministra Cármen Lúcia votou contrário a isonomia da GDASS para servidores/as do INSS ...
segunda-feira, 09/02/26 ATENÇÃO APOSENTADOS(AS) E PENSIONISTAS DA UNIÃO FEDERAL: PRAZO DA AÇÃO COLETIVA DA PARIDADE DA GDPST SE APROXIMA O Departamento Jurídico do SINTSPREV/MG, por meio de sua Assessoria Jurídica, informa que o prazo final para ...
quinta-feira, 05/02/26 ACORDÃO NO CONGRESSO APROVA TREM DA ALEGRIA QUE EXCLUI APOSENTADOS No final do ano de 2025 uma parte importante das entidades do FONASEFE estiverem ...


Convênios

ver mais

SESC Minas Gerais Clubes e Lazer Centro . Belo Horizonte - CEP 30120-076 (31) 3270-8100 www.sescmg.com.br
Mais detalhes

Aquárius Viagens e Turismo Agência de Viagens e Turismo Cidade Nova . Belo Horizonte (31) 3484-6540 - Whatsapp - (31) 98649-4164
Mais detalhes
Top