sexta-feira, 30/01/26

CAOS NO INSS UMA TRAGÉDIA ANUNCIADA

            Os servidores do INSS e a população há muito sofrem as consequências da falta de servidores para atender a população pois a maioria das APS estão totalmente esvaziadas em sua maioria atendem agendamentos de alguns benefícios, BPC, recursos, reabilitação profissional e Pericias medicas. A FENASPS luta há décadas para repor o quadro de pessoal que em 2018, tinha deficiência de 23.000 novos servidores, esses dados constam nas denúncias que o Ministério Público Federal. CGU, TCU e a Federação, vem cobrando dos sucessivos governos ao longo das últimas décadas.

            Com a implementação das novas tecnologias, o trabalho remoto iniciado em 2016, agravado pela pandemia com o fechamento das APS e servidores em home office, obrigou os segurados a usar os canais remotos 135, MEU INSS entre outros para serem atendidos. A fila virtual de requerimento entre 2016 a 2023 chegou a 10 milhões. Os governos da época ignoraram os alertas dos órgãos de controle e da Federação e até de parlamentares, dobraram aposta no atendimento virtual e outros sistemas iriam agilizar o fim da fila, gastaram milhões pagando bônus produtividade onde os servidores trabalhavam até 14 horas diárias, não adiantou fila ainda tem cinco milhões de requerimentos esperando até dois anos para serem atendidos. Aliás, o último presidente demitido e preso por crimes que ainda são investigados, prometeu realizar concurso, assumiu compromisso com o atual governo para pôr fim as filas e não entregou o que prometeu.

            A FENASPS alertou o governo para os problemas no INSS, entregamos um dossiê com as denúncias solenemente ignorados e as consequências são terríveis, população sem atendimento, e uma parcela considerável de servidores adoecidos e desanimados com as péssimas condições de trabalho e falta de valorização da carreira.

            Nesta semana um deputado do PT do RS colocou o dedo na ferida, ao criticar o caos que os segurados vivem para serem atendidos no INSS, por escolhas erradas da incompetente atual gestão do INSS, porém acabou por estender a culpa para aos servidores em trabalho remoto que é inaceitável. Segundo o deputado “70% dos servidores que estão em trabalho remoto”.

            No entanto não se pode tapar o sol com a peneira, a verdade que maioria dos servidores do INSS estão em trabalho remoto, e as APS esvaziadas. A culpa deste caos são os gestores que não fizeram concurso público para repor o quadro de servidores, faltavam 23 mil e nos últimos 10 anos contrataram pouco mais de 1.300 funcionários. Não temos nenhum acordo com o atual Presidente do INSS que demonstrou não ter vocação para gestão, pois faltou humildade não ouviu as entidades. Assumindo a paternidade do caos: “uma tragédia anunciada”.

            Ao longo das últimas quatro décadas lutamos sem tréguas pela contratação de servidores, pois defendemos reabrir plenamente todas as APS com atendimento ininterrupto de 12 horas e seis horas de trabalho que já comprovou ser mais produtivo, que o atual sistema de metas.

            E como se diz que tragédia pouco é bobagem o INSS e DATAPREV, resolveram fechar as APS dias 27 a 30/1 segundo os gestores para atualizar os sistemas, mas faltou combinar com a população. A FENASPS em audiência realizada dia 15/1, propôs ao Presidente do INSS para fazer estas alterações de sistemas no carnaval onde teriam até seis dias para esta tarefa. Mais uma vez não fomos ouvidos, e mais uma vez as consequências sobraram para população revoltada e servidores indignados.

            Hoje o Ministro da Previdência estará em SC e convidou as entidades para tomar parte das atividades políticas que ocorrerão em Florianópolis, o SINTSPREV/MG enviou a pauta de reivindicações que seja protocolado ao Ministro, requerendo audiência para tratar das demandas da categoria, pagamento do adicional de insalubridade, auxilio transporte e atendimento presencial da gestão de pessoas nas Gerencias Executivas. Hoje servidores ativos e aposentados sofrem as consequências da falta de atendimento presencial, concessão de abono de permanência levam até dois anos para ser concedido.

            As entidades do FONASEFE representando o conjunto dos/as Servidores/as Públicos/as Federais farão ato hoje no MGI para protocolar a pauta de reivindicação das diferentes categorias dando início a campanha salarial de 2026. E também fortalecer a luta pelo sepultamento Reforma Administrativa PEC 38, que embora não tenha apoio dos parlamentares, pode ser levada a votação em plenário.

            Vamos aumentar a mobilização, pois teremos muitas lutas no decorrer de 2026, um ano com vários desafios e eleições para Presidente, governadores e para o Congresso Nacional.

A LUTA CONTINUA SEMPRE ATÉ A VITÓRIA DOS TRABALHADORES!

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