quarta-feira, 24/11/10

Pressão contra reajustes a servidores

reajuste-salarial-2011.jpgNos últimos meses e até nas campanhas eleitorais um dos motes principais dava conta do inchaço salarial da máquina pública federal.

 

Geralmente os ataques vêm do setor industrial, mas até os banqueiros emitiram pareceres contrários aos reajustes (boníssimos, segundo eles) recebidos pelo conjunto dos servidores.
 
Somente uma reportagem da Revista isto É foi capaz de contra-argumentar que durante o período de Fernando Henrique os servidores amargaram oito anos sem reajuste e que a defasagem salarial ultrapassou os 97%, mas essa seca não se aplicou aos “carreiras típicas de Estado”. Esses não têm do que reclamar. Os barnabés é que sofreram.

Nada mais justo do que Lula devolver-lhes um pouco o poder aquisitivo que, afinal volta para o governo em forma de impostos. É este ciclo que faz com que a máquina financeira esteja sempre azeitada. Mas então porque a gritaria dos empresários contra os aumentos? Isso não passa de jogo de marketing. E a população, menos atenta, cai nesta jogada e acha mesmo que a péssima saúde, educação sofrível e segurança fantasma é culpa dos servidores, os quais ganharam em salários todas as verbas para esses serviços públicos.
 
Desmentir essas afirmações deveria ser fácil para os sindicalistas, mas assombreados pela preguiça, preferem priorizar o governo como único inimigo Bom para os empresários espertos e para a mídia que esculacha os servidores sem questionamentos eficientes.
 
Mas afinal, o que querem os empresários questionado os “reajustes” dos servidores? Se o foco mudar a ótica da visão mega estrutural brasileira, os empresários estão fazendo com que os servidores sejam os vilões da história quando na verdade, mais de 1/3 das obras públicas sofrem alguma espécie de corrupção ou ágio em seus custos.
 
E agora a pergunta que não quer calar: e o governo, faz o quê? Nada! Ou o leitor por acaso não sabe que a maioria dos nossos políticos vem da iniciativa privada e que por ela é sustentada? Que no governo novo ou velho, de Dilma, as estratégias dos servidores sejam menos individualistas e mais coletivas. Assim se luta de verdade e com justiça. Assim se vence batalhas impossíveis.

Fonte: Ewerton Fagundes – SERVIDOR EM AÇÃO
Brasília-DF, 24 de novembro de 2010.

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