Governo não apresenta proposta e greve amplia em todo País
A rodada de negociação realizada na terça-feira (11), em Brasília, terminou frustrada. O Governo, mais uma vez, apresentou a mesma proposta de reajuste de 21,3%, divididos nos próximos quatro anos. Obviamente os grevistas não aceitaram, pois este índice não corrige sequer as perdas já acumuladas de 27%, percentual linear e imediato reivindicado pelos servidores.
No Ministério do Planejamento, participaram diversos dirigentes da Fenasps, inclusive a diretora Cleusa Faustino, uma das representantes de Minas Gerais na direção da Federação (foto). Enquanto as conversas se desenrolavam nos gabinetes do Ministério, centenas de manifestantes de todo o país permaneciam em frente ao prédio, gritando palavras de ordem e exigindo o atendimento à pauta do movimento. A caravana de Minas é uma das mais aguerrida e vibrantes.
Logo após o encontro no Ministério, realizou-se assembleia na rua, quando o Comando de Greve transmitiu a posição do governo. Os trabalhadores vaiaram a falta de proposta e o desrespeito do governo para com a greve e as milhares de pessoas que têm sido prejudicadas pela falta de atendimento nos diversos órgãos paralisados há 36 dias.
CONTINUA – Os trabalhadores em Brasília e em todo o País estão indignados com o governo, que não avança nas negociações com os securitários, enquanto cede aumentos salariais significativos para outros os setores federais. Resistir e ampliar a greve foi a decisão unanime. O Comando Nacional tem reunião agendada hoje com o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha. O objetivo é pedir apoio dos parlamentares para solução positiva da greve.
O Comando ressalta que a paralisação não é só pelo reajuste da remuneração. Outras reivindicações continuam sendo negociadas. Nesta quarta-feira (12), acontecem encontros nos Ministérios da Saúde e do Trabalho. Outros pontos da pauta são o Concurso Público Já; Melhores Condições de Trabalho; Incorporação das Gratificações; 30 Horas para Todos; Fim do Assédio Moral; Paridade de Vencimentos entre Ativos e Aposentados; Combate à Terceirização e à Precarização das Relações de Trabalho; e Nenhum Direito a Menos, com rejeição de propostas administrativas, legislativas ou judiciais de redução de Direitos dos Trabalhadores.
JUSTIÇA – Amanhã, quinta-feira (13), está prevista a publicação da decisão de ministra do Superior Tribunal de Justiça (STJ) em relação a pedido do INSS. Após a decisão se tornar pública, as assessorias jurídicas da Fenasps e outras entidades nacionais vão se posicionar. Por enquanto, não há nada oficial.
Os trabalhadores continuam em greve, cada vez mais fortes, ampliando as unidades e setores que, a cada dia, passam a integrar a paralisação.