terça-feira, 31/03/26

62 ANOS DO DIA DA INFÂMIA – DITADURA NUNCA MAIS

O golpe de Estado impetrado pelas Forças Armadas em 1964, financiado por setores da burguesia nacional e com apoio direto do imperialismo dos Estados Unidos, completa 62 anos no dia 31 de março.

Apesar de a data do golpe ser considerada 31 de março, a data real foi 1º de abril, dia da mentira. E o próprio golpe foi uma mentira, trazendo em seu bojo a defesa da democracia, quando, no fundo, seu objetivo era barrar qualquer avanço de conquistas sociais da classe trabalhadora naquele período e garantir o domínio pleno do imperialismo na América Latina, cuja luta por libertação avançava, a exemplo da Revolução Cubana em 1959. Vale lembrar que as ditaduras na América Latina ocorridas entre as décadas de 1960 e 1980, com o apoio do imperialismo estadunidense, visavam principalmente, conter as construções de revoluções proletárias. Militantes de países como Brasil, Argentina, Colômbia, Chile, Peru, Uruguai e Bolívia viveram tempos de repressões sistemáticas, censura, terrorismo de Estado e violação dos direitos humanos.

Os generais assassinos do núcleo duro da ditadura, endividaram o País fazendo a dívida externa subir de 6 bilhões para 120 bilhões de dólares, e espalharam as mentiras sobre o tal “milagre econômico” nos anos 1970. Esta invenção sobre desenvolvimento da economia foi às custas do sofrimento da classe trabalhadora, com êxodo rural massivo, aumento da miséria nos centros urbanos, crescimento das favelas e precarização das condições de vida. A herança maldita deste período foi a “década perdida” nos anos 1980, com uma dívida externa galopante e índices de inflação estratosféricos, levando a um aumento desenfreado da miséria e da carestia.

A ditadura levou à mais brutal repressão contra os movimentos populares, sindicatos e partidos políticos, impondo a censura à imprensa, a tortura e a morte de mais de dois militantes de esquerda, oito mil de povos originários. Os casos mais emblemáticos foram Vladimir Herzog e Rubens Paiva.

Apesar da transição “lenta, gradual e insegura” teve censura e perseguições até final dos anos 1980, e a classe trabalhadora nas lutas e nas ruas retomaram aos poucos as conquistas sociais e democráticas. Porém, até os dias de hoje a classe trabalhadora está muito longe de ter condições de baixar a guarda, pois os ataques aos direitos continuam de forma reiterada com as reformas Trabalhista e Previdenciária, o arcabouço fiscal, a burocratização no acesso aos direitos, a privatização dos serviços públicos e o avanço da reforma Administrativa. Ou seja, os direitos sociais previstos na Constituição de 1988, conquistados com muita luta pela classe trabalhadora, estão sendo sistematicamente destruídos com diversas contrarreformas desde a década de 1990. Além disso, o ovo da serpente continua sendo chocado, com os saudosistas deste período sinistro da nossa história realizando tentativas de novos golpes civil/militar, como o impeachment em 2016 e a destruição dos três poderes em 8 de janeiro de 2023, que não passou de uma malfadada quartelada e arregimentou grupos de seguidores, a maioria destes saudosos da ditadura.

Mesmo com a resiliência institucional do modelo democrático burguês e a condenação dos golpistas do 8 de janeiro, a situação está muito aquém do normal. Novamente os Estados Unidos governado pelo sanguinário presidente Trump, a serviço dos setores mais reacionários da burguesia e imperialismo dos Estados Unidos, já deixou claro que não respeitará qualquer perspectiva de soberania nacional. Os ataques contra o Irã, Venezuela e no Equador, demonstram claramente esta realidade.

No Brasil, o candidato herdeiro do bolsonarismo, saudosista do golpe de 1964 e serviçal de Trump, tem crescido nas pesquisas e representa uma ameaça real às liberdades democráticas e aos direitos da classe trabalhadora, sendo que até já cogitou uma intervenção armada de Trump no Rio de Janeiro.

Portanto, a mera derrota eleitoral de determinado projeto político não significa que ele deixou de ser uma ameaça concreta contra as organizações da classe trabalhadora. Neste momento de avanço do fascismo, do neonazismo e da extrema-direita ao nível internacional, sobretudo na América Latina, cabe a nós, setores organizados da classe trabalhadora, tomar às ruas para que a ditadura nunca mais se repita.


Ditadura nunca mais!
Sem anistia para golpistas!
Memória, verdade e justiça!

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