SERVIDORES DO MINISTÉRIO DO TRABALHO: A QUEM INTERESSA A DIVISÃO DA CATEGORIA?

Atualmente, os servidores do Ministério do Trabalho estão inseridos na Carreira da Previdência, Saúde e Trabalho (PST), da qual fazem parte servidores do Ministério da Saúde, Ministério do Trabalho e do Ministério da Previdência Social, mas que não estão inseridos no INSS, que têm carreira própria, a do Seguro Social.
Vem de longa data a intenção de dividir estas categorias e ingressar em carreira própria, e os sucessivos governos não aceitam essas divisões. E há também a questão e que divididos somos menores, o que gera debates acalorados. Quem está na Previdência Social quer ir para a carreira do INSS, quem está no Ministério da Saúde quer ir para a Carreira da Ciência e Tecnologia e quem está no Ministério do Trabalho quer uma carreira própria e finalística.
Lembramos que no INSS houve manifestação de que a Carreira do Seguro Social também seria finalística, o que acabou não acontecendo porque o governo não tem isenção alguma de mexer nas atuais carreiras. Ou melhor, se mexer, será para unificá-las, como sinaliza o MGI (Ministério da Gestão e Inovação).
É evidente que o governo atual, embora tenha aberto negociações sobre uma nova carreira exclusiva para quem está no Ministério do Trabalho, nos bastidores, manifesta a intenção de não permitir essa saída da PST, a não ser que seja para “carreirão” a ser criado no MGI.
Nossa preocupação maior é com os aposentados, que parece estarem sendo rifados dessas “novas carreiras” pretendidas pelos servidores que estão na ativa.
Foi criada até uma Associação para abrigar os servidores do Ministério do Trabalho que almejam uma nova e exclusiva carreira. Ocorre que já existem entidades sindicais que representam os atuais servidores do Ministério do Trabalho, e na impossibilidade de se dividir a atual carreira em mais de um sindicato (a legislação atual não permite) querem dividir a categoria com promessas de paraíso exclusivo. Pela nossa experiência de lutas, “não existe almoço grátis”.
Muitos servidores do Ministério do Trabalho têm procurado o SINTSPREV/MG em busca de informações sobre essa Associação e manifestam preocupação, pois não se sentem seguros com essa pretensa divisão com “promessa de paraíso”. Salientamos que os fóruns adequados para essas discussões já existem dentro das entidades sindicais e suas federações, no nosso caso, a FENASPS.
Nossa orientação é para que categoria não se deixe enganar por quem quer dividi-la.
Sabemos que todos somos livres para fazer o que quisermos, mas para tudo há um limite. E também alertamos para que tenham cuidado em ficar financiando aventuras que podem não levar a lugar algum.
REAJUSTE CONFIRMADO
Fruto de nossas lutas, essas sim reais e confirmadas, o reajuste salarial previsto para abril (receber em maio) está confirmado, com índices variando entre 5% e 6%. Mas nossa preocupação não é somente com salários, queremos mais, como reestruturação da carreira, manutenção da paridade entre ativos e aposentados (pensionistas inclusos) e realização de concurso púbico. Com mais servidores, o Ministério do Trabalho voltará a ser protagonista das relações de trabalho, objetivo maior para proteção da classe trabalhadora.
NOSSA INTENÇÃO É SEMPRE SOMAR E NÃO DIVIDIR!



